Acompanhe o meu BLOG.

Conheça o Japão através das minhas viagens.


Akame (48 waterfalls).

 

Akame.

 

Fotograficamente falando acho que corredeiras de água dá samba, vocês não acham? Principalmente aqui no Japão que a água é límpida, com uma transparência sensacional.

A algum tempo atrás eu descrevi uma viagem que fiz às corredeiras de Oirase na província de Aomori, onde tinha um cara pintando, vocês lembram? Se não, faz uma visita no link abaixo.

Desta vez vou falar sobre as idas nas corredeiras de Akame localizado na cidade Nabari na província de Mie. 

No quintal da minha casa se comparada com Oirase, uns 50 quilômetros, ou seja a 1 hora ou pouco mais. Como é perto, tenho ido por diversas ocasiões, na maioria das vezes no outono que é mais legal. 

A mãe natureza é impressionante, nos concede elementos super bacanas para uma boa composição, como as folhas coloridas caídas nas pedras ou flutuando sobre as águas apressadas do pequeno riacho. 

O resto é só  uma questão de fazer um bom desenho, digo enquadramento e aguardar a luz certa para o clique.

Outro lado positivo das corredeiras é que você precisa andar muito, mas muito mesmo. Com uma mochila de alguns quilos e um tripé, não precisamos  perder tempo com academia para malhar, chegando em casa, você dorme feito um anjinho.

O nome correto do local é “Akame 48 waterfalls” em inglês. Eu acho que os japas são meio exagerados porque para contar 48 cachoeiras numa extensão de 4km é forçar muito, podemos contar umas 5 cachoeiras razoáveis, o resto são pequenas quedas d’água, mas, muito pequenas mesmo.

Bem, mas os acidentes geológicos no trecho da corredeira são realmente um prato cheio para nós fotógrafos, hora formam quedas de água, hora  formam corredeiras rápidas e por vezes encontramos pequenos lagos com a água girando nas suas margens.

Não me deixe mentir sozinho, vamos conferir, na GALERIA 10?

 

Links úteis;

- Oirase.

- Akame.

 

Shodoshima.

Shodoshima.

 

Você conhece a Grécia? Não?

Então vou te apresentar  um pequena parte dela aqui no Japão, cola aí!

Este paraíso fica em Shodoshima, ou ilha Shodo, localizado na província de Kagawa, no mar interno de Seto.

Sempre quis conhecer esta famosa ilha pelo cultivo de azeitonas e aquele clima do Mediterrâneo, com o mar azul e construções que se parecem com a Grécia.

A oportunidade veio quando recebi uma consulta para um ensaio de casamento na região, não tive dúvidas, o local foi definido de estalo, Shodoshima.

Aqui no Japão usa-se uma palavra bem sugestiva “Lokehan”, uma abreviatura do inglês “Location Hunting” , assim fui à ilha dois dias antes da data marcada para o ensaio, para fazer o meu  “Lokehan”.

Locais como Angel Road, uma ligação de uma pequena ilha que permite acesso a pé durante a maré baixa, o Parque das Oliveiras com uma bela infra estrutura turística, uma oliveira com mais de 1.000 anos importado da Espanha, o Kankakee, muito amado pelos admiradores das folhas coloridas de outono. 

Para completar a minha maré de sorte, fiquei num apartamento no oitavo andar com uma vista maravilhosa para o mar, onde pude captar cenários do amanhecer.

Enfim, as paisagens que encontrei superaram e muito minhas expectativas, conciliei meu trabalho com o que mais adoro fazer nesta vida, fotos de paisagens.

Ah! Estava esquecendo, para quem gosta de azeite de oliva, o produto da ilha é espetacular, meio salgado(o preço) mas vale a pena, tanto que eu me viciei e peço via net para meu consumo.

Confiram na minha GALERIA 10 o resultado de 5 dias de trabalho árduo, obrigado e até a próxima viagem.

 

Links úteis;

Shodoshima.

Angel Road.

Parque das oliveiras.

Kankakey.

Oliveira de 1.000 anos.

Azeite de oliva.

Satta Pass.

Satta Pass.

 

Eternizando uma imagem.

Eu? não, o “monstro”, Utagawa Hiroshige, também conhecido por Ando Hiroshige, famoso artista de Ukiyoe do Período Edo.

Pois é, este cidadão ficou famoso no mundo todo com sua obra Gojusantsugi

Nesta época foi criada a rota Tokaido para ligar Edo(atual Toquio) e a antiga capital Quioto. Nesta rota foram construídas 55 estações para o descanso dos viajantes, chamadas de tsugi.

Pois bem, Utagawa Hirotsuge teve as manhas de desenhar em estilo “Ukiyoe”, 53 das 55 paradas, criando uma espécie de “Guide Book” da época.

A décima sexta parada conhecida por Yui Tsugi localiza-se na cidade de Shimizu, província de Shizuoka. 

Aqui encontra-se o  “X” da questão, próximo a Yui Tsugi, temos um pequeno mirante no cume de uma pequena montanha, conhecida por Satta Pass, local onde o “monstro” se postou para fazer o desenho da décima sexta estação.

A vista do monte Fuji com a baia de Suruga a direita tem um balanço perfeito, uma vista imperdível. Hoje vemos ainda na parte inferior do nosso quadro, a linha ferroviária Tokaido, a rota 1, e a via expressa Tomei, a noite podemos criar 6 linhas de luzes.

Como não tenho a visão e nem a capacidade do “monstro”, vamos tentar imitá-lo pelo menos no que se refere ao ponto para fotografar. 

Se você puder visitar este local, considere-se um camarada de sorte, caso contrário, contente-se com as minhas fotos na GALERIA 09, incluindo uma foto da obra do “monstro”.

 

Conheça o Japão através das minhas viagens, siga me.

 

Castelo de Hirosaki.

Castelo de Hirosaki.

 

Um simpático castelo localizado na cidade homônima, na província de Aomori, não é muito representativo nem pelo seu tamanho e nem sua pela arquitetura, ora! então porque vir até aqui?

Bem, o jardim que circunda o castelo é maravilhoso com mais de 2.500 pés de cerejeira, juntamente com o jardim das ruínas do castelo de Takato em Nagano e as montanhas de Yoshino em Nara é considerada uma das três mais belas concentrações de cerejeiras do Japão.

Estou falando de cerejeiras mas eu estive aqui em novembro, época das folhas coloridas, porque?

Além das cerejeiras que ficam com as folhas alaranjadas no outono, aqui temos também um dos maiores representantes do outono, os momijis,  cujas folhas se tingem de um vermelho vibrante nesta época.

Considerando que estou a quase 1.000km da minha casa, fiz uma extensão da minha viagem às corredeiras de Oirase(veja o artigo), também localizada aqui na província de Aomori.

 

Confiram as fotos do castelo de Hirosaki no outono,

Vai lá na minha GALERIA 09.

Templo Murou.

Templo Murou.

 

A muitos anos visito com certa frequência este templo fincado nas montanhas da província de Nara, não como adepto do budismo, e sim como fotógrafo.

O templo oferece lindos cenários essencialmente nipônicos nas diversas estações do ano, sem contar com a rica história da sua existência.

O grande diferencial deste templo é que na época eram raros os templos que aceitavam adeptos do sexo feminino, principalmente o famoso templo Koyasan, localizado nas montanhas da província de Wakayama que até o século 20 não permitia a entrada das mulheres.

O templo Murou teve uma política bastante liberal desde a sua criação no século 9, aceitando não só adeptos femininos, como também monges de outros seguimentos do budismo, sendo carinhosamente conhecido por Nionin Koya, que significa mais ou menos, Koya das mulheres.

 

Eu fotografo o templo Murou em todas as épocas do ano, desta vez vou apresentar a beleza das folhas coloridas de outono, me acompanhem, vejam mais fotos na GALERIA 9.

Shimanami Kaido.

Shimanami Kaido.

 

Me chamem de condor por favor, sim Sato, El Cóndor!

Gosto de ver minhas presas de cima, adoro subir montanhas, de carro evidentemente, porque a pé é cruel.

Fui conhecer o Shimanami Kaido, uma rota maravilhosa que liga a cidade de Onomichi na província de Hiroshima e a cidade de Imabari na província de Ehime.

É uma auto estrada com 60km, que passa através de várias ilhas, ligadas por 9 pontes.

A auto estrada é exclusiva para automóveis, porém possui uma passarela que possibilita fazer o percurso a pé ou de bicicleta.

Para se ter uma boa visão de trechos do percurso da auto estrada, só de drone ou helicóptero.

Como não tenho drone, nem dinheiro para pagar um helicóptero, tenho que procurar um ponto alto.

Estive nos montes Kiro e Karei, ambos possuem mirante para fotografar trechos da auto estrada, com destaque para o monte Kiro que possibilita ver a ponte Kurushima, maior ponte suspensa do mundo.

 

Confira as imagens vistas por um condor na: GALERIA 8.

Lago Karikomi.

Lago Karikomi.

 

Você gosta de andar ou escalar montanhas? 

Não? Então aqui vai um conselho, para usufruir das belas vistas que o lago Karikomi na cidade de Ono , na província de Fukui oferece, veja as minhas fotos, porque para ver ao vivo, com os seus olhos vais ter que andar e muito.

A estrada de acesso que liga a rodovia 158 até o estacionamento do lago é bastante estreita. A partir do estacionamento temos uma caminhada de 50 a 60 minutos até o lago, o tempo da caminhada não é muito longo, mas a trilha é bastante íngrime.

Não se desesperem, o acesso é difícil mas estaremos continuamente entre belas paisagens até chegar no lago.

Eis que de repente aparece na nossa frente um lago maravilhoso tingido de vermelho e amarelo de tirar o fôlego.

 

Mas, se você não quer perder o fôlego andando, perca o fôlego vendo as fotos do lago na minha GALERIA 08, até a próxima viagem.

Planícies de Shiga.

Planícies de Shiga.

Outono a 2.000 m de altura em Nagano? ohhh! Que lindooo!

Conhecido como Shiga Kougen em japonês, encontra-se na divisa entre as províncias de Nagano e Gunma.

A natureza nos presenteia com belos espetáculos durante o outono nesta região, a rota 292 que liga a cidade de Nakano em Nagano e Kusatsu em Gunma  é considerada a estrada no ponto mais alto do Japão,

Esta condição nos possibilita ver montanhas e vales coloridos, como uma águia ou um drone. 

Nas proximidades temos a montanha Shirane que é um vulcão ativo, em sua volta predomina uma área árida e um forte odor de cloro, podemos ver placas que proíbem paradas na estrada, ou seja, um mundo diferente.

A afluência de turistas e fotógrafos é grande, conseguir estacionamento é uma tarefa árdua. A procura pela melhor luz para a minha foto, sempre chego antes do sol raiar, durante o dia procuro descansar para voltar a fotografar no entardecer.

Por mais que eu escreva sobre a minha estada neste paraíso, não vou conseguir transmitir tanta beleza a 2.000m, confira a minha GALERIA 08.

Shirakabako.

Lago Shirakaba, Shirakabako, Nagano, Chino, Japão, turismo, viagem, Guia turistico, guia fotografico, viajando com a câmera na mão, Matsuo Sato, Focus Japan

Shirakabako(Lago Shirakaba).

Um lugar porreta para descansar, isso mesmo, ficar de papo pro ar, sem pensar em nada.

Este local chama-se Shirakabako, não é Shirakawago, aquele vilarejo lindo que tem em Gifu, com aquelas casinhas que mais se parecem com a casa do Papai Noel durante o inverno.

Shirakaba é um tipo de árvore que as cascas dos troncos e galhos são brancos e só cresce em regiões frias e ko significa lago.

Este lago artificial localiza-se na cidade de Chino, na província de Nagano. O que era um lago para represar água para ser usada na agricultura, é hoje uma estância de recreação.

Voltando de uma excursão fotográfica de dois dias em Utskushigahara, só o pó, resolvi descansar o esqueleto em volta do lago.

Num dia de semana, mesmo que você não queira, acaba descansado, ou fotografando porque tem umas vistas lindas que merecem serem registradas.

 

Confira a singela beleza de Shirakabako através das fotos na minha GALERIA 07 e até a próxima viagem.

 

Oirase

corredeiras de Oirase, Oirase, Towada city, Aomori, Japão, turismo, viagem, Guia turistico, guia fotografico, viajando com a câmera na mão, Matsuo Sato, Focus Japan

Oirase.

Ele pinta e eu fotografo, assim é a beleza das corredeiras de Oirasena cidade de Towada, província de Aomori, inspirando artistas de todo o Japão.

Eu conheci este lugar através de uma revista de fotografia, paixão a primeira vista, e foi logo para a minha lista de metas a fotografar. 

É longe pra danar, da minha casa são mais de 1.000 quilômetros, com três opções de locomoção, aérea, ônibus ou carro.

A melhor opção é o carro e de preferência não utilizar auto estradas, a chance de tropeçar com belos cenários aumenta consideravelmente.

Cheguei pessoal! Sabe o que é perder o fôlego? Pois é, não só pelos cenários maravilhosos, mas também pela longa caminhada de 9 quilômetros na trilha ao lado da correnteza.

Eu estive no outono, o contraste do colorido das folhas com a correnteza da água é deslumbrante, principalmente a majestosa cachoeira Choushi, com 20m de largura.

 

Não tenho adjetivos para expressar a beleza de Oirase, prefiro que vocês confiram através das minhas fotos na minha GALERIA 07, vai lá! dá um clique.

Templo no universo.

Cachoeira de Nachi, templo Seigantoji, Nachikatsuura city, Wakayama, via lactea, Japão, turismo, viagem, Guia turistico, guia fotografico, viajando com a câmera na mão, Matsuo Sato, Focus Japan

Templo no universo.

 

Um plano que não deu certo.

Estou falando das minhas viagens, planejei uma para a cachoeira de Nachi, defini o local para clicar, a época e o horário entre outros detalhes.

Eu já tinha até o título na minha cabeça,  “Templo no universo”, compor a pagoda do templo Seigantoji com o céu estrelado.

O resultado? Dei com os burros n’água, com o perdão da palavra, a noite foi escurecendo e uma nuvem enorme acabou com o meu sonho do dia, ou da noite.

Voltando de viagem, não consegui desistir do meu sonho, fui nos meus arquivos, peguei uma foto da Via Láctea e  fiz uma composição com a foto da pagode que havia captado.

É uma prática que dificilmente aplico, manipular minhas fotos, nas confesso que o resultado ficou além da minha imaginação.

 

Bom, o local é espetacular, fica em Nachikatsuura, na província de Wakayama, confira outras fotos da cachoeira de Nachi na minha GALERIA.

Castelo de Takeda.

castelo de Takeda, castelo medieval do Japao, Asago, Hyogo, ruinas do castelo Takeda, guia turisitico japao, guia fotografico japao, Matsuo Sato, Focus Japan

 

Ruínas do castelo de Takeda.

 

Eu estive nestas ruínas por duas ocasiões, ambas no outono, entre outubro e novembro. A ida nesta época do ano se deve ao fato da formação do mar de nuvens em toda região.

As ruínas do antigo castelo se encontra no topo de uma pequena montanha com 353m de altura. 

Esta condição proporciona uma vista maravilhosa, como se as ruínas estivessem flutuando sobre as nuvens, quando vista a partir da montanha vizinha Ritsuunkyo.

A caminhada de 40minutos montanha acima é cruel, mas vale a pena, podem acreditar.

Outra boa pedida é subir a montanha (evidentemente a pé), onde se encontra as ruínas do castelo e assistir, ou melhor fotografar o nascer do sol.

O castelo de Takeda localiza-se na cidade de Asago, na província de Hyogo e foi construído em1411.

Abandonado durante vários séculos, sofreu uma deterioração acentuada. Entre 1970 e 1980 a base do complexo foi reconstruída e aberta ao público para visitas.

As belas imagens com o mar de nuvens que podem ser vistas pela manhã, foram divulgadas pela net, transformando-a num "spot" turístico concorrido em todo o Japão.

 

Confira as fotos na minha GALERIA 06 e até a próxima viagem, com a câmera na mão, com certeza.

Utsukushigahara

Utsukushigahara, Nagano, planicies do Japao, guia turistico japao, guia fotografico japao, turismo, viagem, japao, Matsuo Sato, Focus Japan

Utsukushigahara.

 

Olá pessoal, fotógrafo tem os olhos gordos mesmo(zoiúdo), você não acha?

Explico, fiz um planejamento de viagem para Nagano, mais precisamente para as planícies de Utsushigahara.

Consultei as previsões meteorológicas e programei a ida para estar na noite anterior ao dia com tempo bom.

A época? outono, mês de outubro, temperatura amena, folhas coloridas.

Primeiro amanhecer foi maravilhoso, aquele mar de nuvens, noite clara com a lua quase cheia, o horário mágico antes do sol nascer deslumbrante, quando o sol nasceu, foi a cereja no bolo.

Aqui vem o pecado da gula, vamos passar mais uma noite no Hotel Fit(sen estrelas), aquele carro da Honda e amanhã vamos arregaçar!

Dei com os burros nágua, tempo ruim, um vento de lascar e o sol não apareceu.

Bem deixando o prejuízo, o  local é bacana mesmo, como o próprio nome diz, planícies maravilhosas.

Utsukushigahara encontra-se entre as cidades de Matsumoto e Ueda, na província de Nagano, numa altitude de 2.000m acima do nível do mar.

Nasceu de uma floresta que se incendiou no período Edo, atualmente possui diversos atrativos turísticos.

Eu como fotógrafo procuro meus cenários prediletos, mas temos lá um belo museu a céu aberto com esculturas de artistas de diversos países.

Utsukushigahara também é explorado para a pecuária, com uma das maiores áreas para pastagem de gado aqui no Japão.

 

Fora a mancada, a viagem foi boa, confira as imagens na GALERIA 06.

Tsukimi no mori.

Tsukumi no mori, Kaizu, Gifu, Megikai, tradicão e cultura japonesa, fotografe.jp, Matsuo Sato, Guia turístico e fotográfico no Japão

Tsukimi no mori.

Eu fui conferir.

 

Megikai é um evento destinado a apreciar o nascer da lua cheia de outono, conhecida por chushu no meigetsu.

O evento organizado pela prefeitura de Kaizu, na província de Gifu ocorre na encosta da montanha, num belo mirante a 180m acima do nível do mar, conhecido por Tsukimi no mori.

O chushu no meigetsu este ano foi ontem, dia 4 de outubro e eu fui lá para conferir.

A lua cheia de outono não é sempre cheia, a lua cheia este mês é no dia 6.

Pelas datas, este ano a comemoração do chushu no meigetsu se deu no décimo terceiro dia a partir da lua nova. 

Esta contagem se refere a comemoração da lua da décima quinta noite do mês de agosto do antigo calendário chinês.

Meio confuso né! bem mas vamos ao evento, pesquisando pela net, a partir do estacionamento no pé da montanha, existem duas opções de acesso.

A primeira é subir caminhando mais de 1.000m pela estrada asfaltada, a segunda é subir uma escada com 245 degraus.

Qualquer das opções é cruel, mas esqueceram de me contar que a inclinação da escada tem uns 45 graus, mata qualquer cristão, com o perdão da palavra.

O local é lindo, uma vista panorâmica estupenda, com a lua nascendo próximo ao Twin Tower nas proximidades da estação de Nagoya. 

Apresentações  de danças japonesas( bon odori) e Koto (instrumento musical de corda) sob a luz do luar nos leva ao Japão da era Heian.

 

Eu me emocionei com tudo, com a lua cheia que não é cheia, com o belo mirante, com as apresentações de dança e koto.

Confira outras imagen na GALERIA 06.

 

Site oficial do evento na cidade de Kaizu aqui

#culturajaponesa #tradiçãojaponesa #Kaizu #Gifu #tsukimi 

Leer más

Ozegahara.

Oze National Park, Gunma, Ozegagara, Japao, fotografe.jp, Matsuo Sato, Guia Turístico e Fotográfico no Japão

Oze, o maior santuário natural do Japão.

 

Como eu poderia descrever Oze, mais conhecido com Ozegahara.

Na minha opinião, a sua beleza só pode ser descrita através da fotografia.

É o maior platô em terras japonesas, localizado entre as prefeituras de Gunma, Fukushima e Niigata, dentro do parque nacional Oze.

No inverno praticamente não é visitado devido a neve profunda que impera na região.

Na primavera centenas de tipos de flores embelezam o pantanal, entre os quais podemos citar o mizubasho(muito parecido com o copo de leite).

No verão, o nikokisuge(um tipo de lírio) tinge o platô de amarelo.

Eu estive fotografando este paraíso no outono, cheguei no local no amanhecer, junto com os primeiros raios do sol.

Neste horário, uma neblina cobriu o banhado, que foi é cortada pelos raios solares, criando uma paisagem que só podemos ver nos filmes.

Não existe nenhum veículo motorizado nas proximidades do pantanal, a visita é feita com longas caminhadas.

Nas regiões mais úmidas o passeio é feito sobre plataformas de madeira com uns 50cm de altura.

Existem alguns ranchos para descanso ou até passar a noite, sem muito luxo, é claro.

Os mantimentos e materiais consumidos na área do pântano são transportados por carregadores conhecidos por “bokka”.

Outra fotos poderão ser vistas no link; GALERIA 05.

 

Tenho planos de voltar a Oze na primavera, deve ser lindo! aguardem.

 

Site oficial Oze National Park

#paisagensdoJapao #OzeNationalPark #Gunma #ParqueNacional

Leer más

Daisetsuzan.

Daisetsuzan National Park, Hokkaido, outono, koyo, Japao, Matsuo Sato, Guia Turístico e Fotográfico no Japãao

Daisetsuzan, no Japão, aqui começa o fenômeno koyo.

 

A natureza é bela! vocês não acham?

Considero-me um camarada de sorte, viver num país onde as estações do ano são bem definidas isto é maravilhoso, a mãe natureza nos presenteia com vistas maravilhosas o tempo todo.  

Admirar a floração das cerejeiras(sakura) na primavera ou ver as folhas coloridas(koyo) no outono, são alguns hábitos dos japoneses que eu entendo, e muito bem..

Pois bem, no outono, a temperatura começa a cair e as folhas de determinadas árvores  começam a mudar de cor.

Esta mudança na coloração conhecida por koyo começa no norte do Japão em Hokkaido em meados de setembro, e desce gradativamente para o sul, varrendo todo o Japão.

Para mim esta época é bastante corrido, a algum tempo atrás estive no Parque Nacional Daisetsuzan em Hokkaido para fotografar este belo fenômeno.

Impossível transmitir com palavras as emoções que sinto ao ver estas maravilhas, tento fazê-lo através das minhas fotos.

Claro, o parque nacional é extenso, uma semana de visita conseguimos fotografar somente alguns pontos, mas vale o passeio.

 

Confira mais fotos na GALERIA 05.

 

Site oficial de Hokkaido Daisetsuzan

#DaisetsuzanNationalPark #Hokkaido #koyo #outono #paisagensdoJapao 

Leer más

Meiji mura.

Meiji mura.

Um parque temático fundado em 18 de abril de 1965, com uma área de 1.000.000 de metros quadrados na cidade de Inuyama, na província de Aichi, preserva em torno de 67 construções utilizadas na Era Meiji.

Com o início da segunda guerra mundial, grande parte das construções foram destruídas pelos bombardeios americanos, e as construções remanescentes eram gradativamente substituidas por edificações mais modernas.

Preocupados com a situação, dois amigos de escola, Yoshiro Taniguchi e  Motoo Tsuchikawa pensaram numa forma de preservar as construções que marcaram uma era na história do Japão, nascendo o Meiji mura.

 

A era que revolucionou o país do sol nascente.

Em 1.639 o Japão se fechou para o mundo, permanecendo neste isolamento por mais de 200 anos seguidos, excessão feita à Holanda que mantinha contato na ilha Dejima em Nagasaki.

Durante esta fase, tanto na Europa quanto nas Américas houve um desenvolvimento industrial muito grande.

Os países mais desenvolvidos como a Inglaterra e a França iniciaram um movimento de colonização em todo o mundo.

Na Ásia os ingleses iniciaram a colonização da India e da China, visando em seguida o Japão.

Em 1.854 um navio americano de grande porte (2.450t), comandado pelo capitão Perry,  ancora em Uraga na costa do oceano pacífico, assustando a população que na época só conhecia os barcos a remo.

Um ano após a visita de Perry, o Japão firma um tratado de amizade com os Estados Unidos e em  seguida, Ii Naosuke abre os portos para o mundo, sendo assassinado em 1.860 pela corrente tradicionalista.

Em 1.868 o Japão entra na Era Meiji (1.868 a 1.911) e com o tratado assinado, inicia-se um intercâmbio, onde os japoneses ficam assombrados com o desenvolvimento dos parceiros ocidentais, iniciando-se uma verdadeira revolução cultural e industrial no país.

Em 1.869 foi instalada a primeira linha de telegrafia entre Tokyo, Yokohama e Nagasaki.

Em 1.870 foi autorizado o uso do nome de família(sobrenome) também pelos plebeus, na época somente aos nobres e samurais  o uso do sobrenome era permitido.

Em 1.871 foi instalado o primeiro sistema de correio entre as cidades de Tokyo, Osaka e Kyoto.

Em 1.872 foi construída a primeira linha férrea com trens a vapor, ligando as cidades de Tokyo e Yokohama. Ainda neste, implantou-se o sistema de ensino escolar, tendo como base o modelo francês de ensino.

Neste ano, entre Shinbashi e Tsukiji em Tokyo, houve um incêndio de grandes proporções, com destruição total deste trecho.

A reconstrução feita pelos ingleses com material resistente ao fogo, surpreendeu com as ruas largas, calçadas arborizadas nas laterais, edificações construídas com pedras e tijolos e não obstante um sistema de iluminação pública, iniciando a fase do Japão moderno que hoje conhecemos.

Notar que nesta época, as ruas eram estreitas, sem calçadas, as construções em madeira e não tinha iluminação pública.

Ainda neste ano, foi implantada a Tomioka Seishi, primeira industria têxtil no Japão, com a maioria dos funcionários do sexo feminino, iniciando a era da mão de obra da mulher na industria.

Com a conscientização do país quanto a necessidade de uma mudança radicalmente na política de desenvolvimento, iniciou-se a importação das matérias primas tais como; ferro, tijolo, vidro, cimento, inclusive a mão de obra especializada, passando posteriormente a fabricá-las no país.

Todas as construções  são originais os quais foram desmontadas, transportadas e montadas no atual local, incluindo 10 unidades que são Patrimônio da Cultura Japonesa e uma das residências  dos primeiros imigrantes, que foi trazida da cidade de Registro no  Brasil..

O Meiji mura oferece espaço para a realização de casamentos originais em edificações históricas, incluindo três igrejas, diversos locais para recepção e transporte interno dos noivos em carro elétrico ou carros ingleses puxados por cavalos.

 

Vizualize mais fotos na GALERIA 05.


Higanbana - lírio aranha.

 

Higanbana.

 

Hoje vamos falar sobre o higanbana, aquela flor vermelha que floresce nesta época do ano(em torno do dia 20 de setembro ou seja, na semana do equinócio de outono).

Esta flor não é muito apreciada pelo povo japonês, porque antigamente, fazendo uso do veneno da sua raiz, plantava-se muito em volta dos cemitérios para evitar o ataque de animais e insetos ao cadáveres. 

Outro motivo é a conotação religiosa da palavra Ohigan que deu origem ao seu nome, higanbana.

Segundo os caracteres chineses ohigan significa “para breve” que tem um sentido religioso para o outro lado do mundo e bana significa flor.

Os japoneses acreditam que esta flor é a mais próxima em vida, após a morte.

Coincidentemente, o higanbana floresce em torno da época do equinócio de outono e é costume aqui no Japão, visitar o túmulo dos seus antepassados nesta época.

 

Eu fotografo a flor de higanbana a quase 20 anos e achei interessante passar algumas particularidades.

- Ainda fazendo uso da raiz venenosa, planta-se muito em volta dos arrozais.

- A grande maioria é de cor vermelha, mas existem nas cores amarela, branca e rosa.

- Sua vida é bastante curta(um dia ou no máximo dois dias).

- Nos países ocidentais o higanbana é conhecida por lírio aranha e é usada em jardinagem, sem qualquer sentido religioso.


Ishibutai(Palco de pedra).

Ishibutai(Palco de pedras).

 

Neste outono passei um dia legal no pequeno vilarejo de Asuka.

Por se tratar de um antigo povoado, existem muitas ruas estreitas que impossibilitam o tráfego de automóvel.

Assim, eu e minha esposa alugamos bicicletas para as visitas locais.

No final da tarde, um pouco cansados de pedalar, resolvemos aguardar o por do sol num ponto para compor com o famoso spot turístico Ishibutai.

Ishibutai é o maior túmulo retangular existente no Japão, construído com rochas gigantescas.

Acredita-se que foi construído por Soga no Umako no período Nara(592 -710).

 

 

Bem, e o céu alaranjado ficou a desejar, mas se considerarmos que todo fotógrafo tem o olho gordo, o resultado não foi dos piores.

 

Qualquer que tenha sido o resultado, ter o previlégio de estar na  frente de um monumento famoso num momento sublime como o por do sol em outono, é  um previlégio para poucos mortais.

Veja outros artigos do BLOG.


Asuka Great Bhuddha.

Eu adoro ir a Nara, uma rotina que  faço a quase 20 anos.

Como sempre digo, Nara é um museu a céu aberto com antigas construções e escavações arqueológicas que nos levam às memórias de um longo passado.

Neste outono voltei a visitar o Templo Asuka(Asukadera), para ver com os meus olhos, a mais antiga estátua do Grande Buda, existente no Japão.

A estátua foi criada pelo gênio Kuratsukuri no Tori no ano 606 da presente era.

Com 4,85m de altura, foram utilizados 15 toneladas de cobre e 30 kilogramas de ouro.

 

Outra coisa que me impressionou foi o fato que temos toda liberdade de fotografar este tesouro que se encontra exposto no salão principal do Templo Asuka.

Veja outros artigos do BLOG.



Fale conosco

Atención: Los campos marcados con * son obligatorios.

Akame (48 waterfalls).

Leer más

Shodoshima.

Leer más

Satta Pass.

Leer más

Castelo de Hirosaki.

Leer más

Templo Murou.

Leer más