Acompanhe o meu BLOG.

Conheça o Japão através das minhas viagens.


Akanko Ainu Kotan 阿寒湖アイヌコタン.

Você conhece o povo Ainu? São os índios do Japão, antigamente viveram em diversas partes como Hokkaido, nordeste do ilha de Honshu e nas ilhas Sakhalin na Russia.

Estima-se que atualmente existam em torno de 25.000 pessoas Ainu, os quais concentram-se em Hokkaido.

Como em qualquer parte do mundo, aqui no Japão, o povo Ainu foi sacrificado em nome da civilização, sendo dominados e subjugados pelos japoneses. Hoje vivem praticamente do artesanato, concentrando-se em pequenos vilarejos conhecidos por Kotan.

Eu estive no Akanko Ainu Kotan que é a maior vilarejo do povo Ainu, localizado nas margens do lago Akan. Se vocês forem a Hokkaido, vão notar que muitos nomes de lugares provem da linguagem Ainu, como; lago Mashu, lago Akan, Tomamu entre outros.

 

 

Portal com uma escultura de coruja, o povo Ainu adora animais.

Cena de uma peça de uma apresentação do povo Ainu, 

Leer más

Wakakusa yamayaki - 若草山の山焼き

Anualmente no mês de janeiro acontece o festival de inverno Wakakusa Yamayaki, que consiste na queima da montanha Wakakusa e um show de hanabi(fogos de artifício), na cidade de Nara, na província homônima.

A origem deste belíssimo evento é um pouco nebuloso com diversas teorias, mas acredita-se que tenha iniciado por volta de 1760, e é praticado pelos templos Toodaiji e Koofukuji e pelo santuário Kasuga, todos em volta da montanha Wakakusa, na cidade de Nara.

Eu estive neste evento em três ocasiões, fotografando de locais distintos, vamos ver os resultados?

 

O primeiro local foi próximo ao antigo palácio imperial da Era Nara.

Inicialmente temos os fogos de artificio durante uns 20 minutos, a edificação japonesa no lado direito é o Suzakumon, portão de entrada do antigo palácio imperial

 

Em seguida é feita a queima da montanha Wakakusa gradativamente.

Leer más

Quioto - Arashiyama (京都 - 嵐山) .

Passear em Quioto sempre é um programa legal e gratificante, principalmente para nós fotógrafos, a cidade mais turística do mundo oferece cenários bacanas em qualquer época do ano.

O lado negativo é a avalanche de turistas que acabam nos atrapalhando, apesar de que isto é recíproco, vocês não acham?

 

Chegando em Arashiyama, a primeira coisa que salta aos nossos olhos é a ponte Togetsu que preserva o estilo e o charme do século 17.

 

 

Leer más

Drift Ice - 流 氷.

Drift Ice - 氷.

Drift ice são gelos marinhos que ficam a deriva no mar de Okhotsk . Estes gelos de tamanhos diversos nascem na desembocadura do rio Amuro na Russia e são carregados pelas correntes marinhas até a costa de Hokkaido.

Os gelos marinhos começam a chegar em Hokkaido em meados de janeiro até março e a maior concentração é nas proximidades da cidade de Abashiri.

Existem diversas formas de se ver estas concentrações de gelo marinho e dependendo do ano, pode atingir toda costa de Hokkaido no mar Okhotsk.

Entretanto, a forma mais fácil e certo é através do barco Aurora Sightseeing Boat que sai do porto de Abashiri.

Esta foi a opção que eu escolhi para conhecer este belo espetáculo branco, tive sorte em encontrar um dia bonito com o céu azul, confira o meu passeio.

 

 

Placa indicativa do extremo norte da ilha de Hokkaido, no litoral do mar Okhotsk.

 

Neste dia o gelo marinho havia chegado até a margem, podendo ser visto de qualquer ponto do litoral,  o barco Aurora já sai cortando caminho entre os gelos.

Leer más

Mal de Minamata (水俣病)

O Mal de Minamata foi transmitido ao mundo pelo fotógrafo americano W. Eugene Smith(1918 - 1978).

Em comemoração ao centenário do seu nascimento, acontece em Tóquio entre os dias 25 de novembro de 2017 até o dia 18 de janeiro de 2018, uma exposição dos seus trabalhos no Tokyo Photographic Art Museum.

O mal de Minamata consiste no envenenamento de centenas de pessoas na cidade de Minamata, uma pequena cidade portuária no sul de Kumamoto, um desastre ecológico que abalou não só o Japão, como todo o mundo.

 

Eu fui visitar o Minamata Disease Municipal Museum, este museu tem por objetivo, transmitir às futuras gerações o drama que envolveu o Mal de Minamata.

A propagação deste acidente provocou um intercâmbio entre diversos países que carregavam o problema com as consequências no manuseio do mercúrio, incluindo o Brasil com a mineração artesanal no Amazonas. 

Leer más

Shiga Kogen(志賀高原) - Uma aventura inesquecível.

Olá pessoal, tudo bem? eu sou como o condor, gosto de ver minhas paisagens do alto, e é o que fui fazer nas planícies de Shiga (Shiga Kogen) em pleno inverno.

Shiga Kogen(Planícies de Shiga) localiza-se a 2.300m de altura, no município de Yamanouchi, na província de Nagano e é um local que conheço muito bem, mas sempre no outono.

 

 

A estrada que leva até o local é a rota 292 que liga as cidades de Nakano na província de Nagano e a cidade de Kusatsu, na província de Gunma.

Leer más

Yokkaichi Kojo Yakei - 四日市工場夜景 .

Yokkaichi Kojo Yakei - 四日市工場夜景

O significado literal de Kojo Yakei(工場夜景) é Paisagem Noturna de Fábricas, estranho não?

Pois é, mas está na moda já a algum tempo, com muitos adeptos profissionais e amantes da fotografia em todo Japão.

Talvez em outro país esta onda não pegaria, mas aqui no Japão, maior fabricante de câmeras fotográficas, todos caçam motivos diferentes para fotografar, procurando dar originalidade às suas imagens e acabam criando um novo segmento.

Afinal que tipo de fábrica todos fotografam? A noite normalmente as fábricas estão descansando com as luzes apagadas, certo?

Pois é, nem todas, os motivos almejados pelos fotógrafos são principalmente as refinarias de petróleo que rodam 24 horas por dia, com as luzes acesas,  e as grandes chaminés cuspindo fumaça adoidado, verdadeiras cidades de aço.

Evidentemente é proibido o acesso às refinarias com fins fotográficos, assim dependemos da disponibilidade de pontos estratégicos.

 

Acredito que a refinaria mais bacana para fotografar é o de Yokkaichi, pois possui diversos pontos legais como a torre do porto. Outro fator favorável é a sua integração com o porto da cidade, possibilitando uma aproximação em diversos pontos.

Fotografar fábricas a noite não é minha praia, mas a de Yokkaichi fica no meu quintal, não poderia deixar de registrar umas imagens.

Links externos;

- Yokkaichi Kojo Yakei.

 

 

Conheça outros artigos do meu BLOG

Leer más

Ichigo Ichie 一期一会

Ichigo Ichie 一期一会 

Uma frase em japonês formada por quatro caracteres que é muito usada na fotografia, cujo significado é mais ou menos isso; irrepetível, só uma vez, nunca mais, uma oportunidade na vida.

Eu gosto desta frase porque ela se aplica muito nas minhas viagens, em muitas oportunidades sinto que Deus está me oferecendo um momento único, um momento irrepetível.

Considero estes momentos, o do nascer e por do sol sublimes, algo que fatalmente ocorre todos os dias, e com toda certeza a cada dia as expressões são diferentes, motivo pelo qual, podemos continuar registrando  estes cenários sem cansar.

Na verdade não sou um fotógrafo que se dedica a fotos de nascer e por do sol, gosto de usar a luz destes momentos para registrar minhas imagens.

O sol redondo nasce para todos, mas somente para alguns ela aparece diferente, em forma de bolacha, em forma de caveira, em forma de jarro, ou ainda em forma da letra grega ómega(Ω), conhecida aqui no Japão por Daruma Tayo(Daruma é um bonequinho da sorte com um formato bojudo, muito conhecido e apreciado pelos japoneses e Tayo é o sol).

Estes fenômenos que são uma miragem, ocorre principalmente entre o outono e a primavera, em qualquer parte do litoral japonês, necessitando para tanto, juntar diversas condições meteorológicas para o seu acontecimento, tornando-se muito raro.

Nos últimos 10 anos tive oportunidade de presenciar um sol diferente em três ocasiões;

- Sol em forma de vaso e bolacha na província de Niigata no mar do Japão.

- Sol em forma de vaso na província de Toyama, no litoral do mar do Japão.

- Sol em forma de caveira no sul da província de Mie, no litoral do oceano Pacífico.

Infelizmente ainda não tive a chance de fotografar o Daruma Tayo, para a apresentação deste artigo estou usando uma foto do fotógrafo Nishidatakumi.

Links externos;

- Nishidatakumi.

- Daruma Tayo.

clicar na foto para visualização ampliada

Leer más

Ashikaga Flower Fantasy.

Ashikaga Flower Fantasy.

Anualmente quando chega dezembro, entramos em ritmo de Natal e Ano Novo, uma época legal vocês não acham?

As pessoas mudam, ficam festivas e alegres, procuram boas comidas e belos locais para passear.

Por falar em belos lugares, nos finais de ano acontecem em todo o Japão, os eventos de iluminações de inverno. Eu anualmente vou para a a região de Kanto para atender clientes e na cidade de Ashikaga na província de Tochigi, temos o Ashikaga Flower Park, onde ocorre o evento Ashikaga Flower Fantasy.

O meu tema é; Viajando pelo Japão com a câmera na mão, e isto vale tanto para”hobby”, quanto para trabalho, não poderia deixar de fotografar a iluminação deste lindo parque com mais de 4 milhões de luz LED que é considerado um dos três maiores eventos de iluminação de inverno da região de Kanto.

A região de Kanto é famosa pelos fortes e constantes ventos que sopram, no verão de boa, mas as noites de inverno é cruel, dói até os ossos. 

Normalmente quando fotografamos em locais de grandes aglomerações, precisamos ter cuidado com sua coisas; estacionamento e uso de tripé. Neste parque estamos salvos, estacionamento abundante e uso livre de tripé.

Desejo a todos, um bom passeio com a câmera na mão, e até a próxima viagem.

Link externo;

- Ashikaga Flower Fantasy. 

clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Lenda do Coelho Branco de Inaba.

Lenda do Coelho branco de Inaba.

Numa extensão de uma viagem às dunas de Tottori no mar do Japão, fui conhecer o local onde foi palco da lenda “Coelho branco de Inaba”. 

A costa de Hakuto conhecida pelas belas praias no verão, localiza-se a oeste das dunas de Tottori, na província homônima. 

A época? Inverno, um frio de rachar, o mar violento com fortes ventos e o céu sinistro, tal como eu queria, imagens diferenciadas de um tempo limpo com o mar calmo e o céu azulado.

Fotografar numa condição desta você precisa estar muito decidido, mesmo bem agasalhado, a cada 15 minutos voltar para se aquecer no carro.

Ah! Vamos voltar a vaca fria, vamos falar no “Coelho branco de Inaba”, registrada no livro Kojiki (o mais antigo compêndio de histórias e lendas antigas do Japão) 

Conta a lenda que um coelho branco muito esperto, vivia nas ilhas de Oki, conhecido atualmente como Okinoshima e que localiza-se a 80 km da costa da província de Shimane.

O sonho do coelho era ir para o cabo Keta que fica nas terras de Inaba(correspondente a costa Hakuto). 

Como coelho não nada, muito esperto, chegou para um tubarão e disse, vamos ver o que é que tem mais? Tubarões ou coelhos?

Pediu para os tubarões se enfileirarem a o coelho subiu nas suas costas e começou a correr, contando-os.

Quando chegou no final, já do outro lado da margem, o último tubarão percebeu que foram ludibriados, revoltado, arrancou a pele do coelho.

Por outro lado, os deuses Okuninushi e seus irmãos que viviam nas terras de Shimane(província de Shimane) ouviram falar de uma belíssima princesa que morava nas terras de Inaba.

Okuninushi e seus irmãos resolveram ir a Inaba para pedir a mão da princesa em casamento. Chegando na costa de Hakuto, nas terras de Inaba, os irmãos de Okuninushi encontraram o coelho sem a pele lamentando de dor.

Recomendaram ao coelho banhar-se no mar e ficar na brisa até secar, ao invés de melhorar, as dores ficaram mais fortes, os irmãos de Okuninushi rindo seguiram viagem.

Okuninushi que ficou com a maior parcela da carga para transportar, atrasou-se na viagem, chegando em Hakuto logo avistou o coelho sem a pele, e perguntou-lhe o ocorrido.

O coelho disse, eu sou de Okinoshima, como não podia atravessar o mar, enganei os tubarões que fizeram uma passagem para que eu possa atravessar, o último tubarão percebeu e me arrancou a pele.

Uns deuses passaram por aqui e recomendaram-me um banho no mar e secar na brisa, as dores ficaram terríveis.

Você está vendo aquele córrego desaguando no mar? Vai lá e toma um banho de água doce e se enrola com as flores daquela planta aquática que parece algodão, a sua dor vai passar logo.

Agradecido, o coelho disse ao deus Okuninushi, pode ir para o palácio da princesa Yagami hime e pedi-la em casamento, ela só vai casar com você.

Quando finalmente Okuninushi chega ao palácio, a princesa declara; Chegou o amor da minha vida, o homem com quem me casarei.

Revoltados, seus irmãos tentaram matá-lo, Okuninushi teve que fugir para a casa de Susanoo em outro mundo.

No santuário de Izumo na província de Shimane está exposta uma estátua de Okuninushi e o coelho branco.

Links externos;

- Santuário de Izumo.

- Kojiki.

- Coelho branco de Inaba.

- Costa Hakuto.

- Okinoshima.

- Okuninushi.

- Susanoo. 

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Farol de Tomonoura.

Tomonoura.

 

Por diversas vezes estive em cidade de Hiroshima e Onomichi e sempre tive vontade de conhecer a pequena área portuária de Tomonoura, localizada na cidade de Fukuyama.

Com mais de 1.000 anos de história, durante longos anos serviu de apoio importante nas regiões adjacentes.

A cidade na área portuária mantém o charme e características do Período Edo(1603 -1867) e o seu símbolo é o Joyato, um pequeno farol com 7m de altura.

Nesta oportunidade, a caminho da ilha Shikoku, sai da minha residência debaixo de um toró que dava gosto, e fui de encontro ao tufão número 22, para chegar em Tomonoura a tarde. 

Tudo como planejado, cheguei com o dia ainda claro para desfrutar das belas paisagens que este pitoresco porto nos concede, como se tivesse viajado na máquina do tempo.

Links externos;

Tomonoura.

Shikoku.

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Vivendo com o perigo.

Vivendo com o perigo.

 

Com mais de 15 anos viajando e fotografando pelo Japão, estive em 46 províncias das 47  que constituem este país. Tempos atrás fui para a província de Kagoshima, minha última fronteira.

A província é localizada na ilha de Kyushu, haja chão, ou asfalto, são 950 km da minha casa.

Foi uma viagem de 1 semana, o tempo estava bom e Sakuarajima estava bela. 

Sakurajima? Sim aquele vulcão nervoso, um dos mais ativos do Japão, está a mais de 30 anos em atividade, cuspindo lavras e fumaça, hoje vamos falar da minha aventura fotografando este gigante.

Chegando na cidade de Kagoshima, fui direto para o melhor ponto para fotografar o vulcão, o monte Shirayama. Deste ponto podemos ver o vulcão, o porto de Kagoshima e parte da cidade.

Quando o caldo engrossa, ou seja o vulcão fica mais ativo, formam-se camadas de cinza em toda região e as crianças da cidade usam capacetes de proteção.

Sakurajima na verdade não é mais uma ilha, na sua última erupção de grandes proporções em 1914, Sakurajima foi ligada à ilha principal(Kyushu) através de um braço de terra no lado leste. 

Isto significa que temos duas formas de ir até o vulcão, a primeira é através de barcos e ferry boats que tem linhas normais, pois existem em torno de 4.000 habitantes em volta do vulcão, claro todos loucos, não batem bem da cabeça.

A outra opção é através do braço de terra formada com a grande erupção de 100 anos atrás no lado oposto a cidade de Kagoshima e a opção que eu escolhi foi esta para ver como os malucos vivem.

Chegando no local já comecei a sentir o drama das cinzas vulcânicas formando uma película sobre o carro. Na estrada que margeia o vulcão vê-se diversos abrigos para proteção em caso de erupções fortes.

Fora as cinzas que incomodam um pouco, a cidade é normal, como qualquer cidade aqui no Japão, com prefeitura, escolas, hospitais e casas comerciais, a economia local é o turismo e a pesca.

Nós é que dramatizamos muito, o perigo potencial existe, mas a população vive a centenas ou milhares de ano, aprenderam a conviver com o vulcão, muito deferente do que eu imaginava, mas, se alguém me perguntar se eu moraria lá, podem ter certeza, a minha resposta é não, absolutamente não.

Links úteis;

- Kagoshima.

- Sakurajima.

- Shiroyama.

 

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Festival Internacional de Balões de Saga.

Festival Internacional de Balões de Saga.

 

O Japão é um país de alta tecnologia e uma cultura milenar, isso todos sabemos, certo? O segmento turístico também se desenvolve a passos largos, e eu que estou constantemente viajando sinto isto no meu dia a dia.

Existem diversos eventos que são criados exclusivamente para promover o turismo, alavancando a economia regional.

Acho que o Festival Internacional de Balões de Saga é um desses eventos. Sempre via em fotos, aqueles balões coloridos ornamentando os céus da cidade de Saga, e falava comigo mesmo; um dia vou para Kyushu fotografar aqueles balões subindo junto com o nascer do sol, e esse dia foi o Festival deste ano.

São 764km da minha casa, um dos motivos para protelar minha aventura. Fui de carro, dormi numa parada na auto estrada próxima a cidade de destino, as cinco da matima já estava na fila para entrar no estacionamento.

Para vocês terem uma ideia, a coisa é tão grande que existe uma estação de trem no local(Balloon Saga da linha Nagasaki Main Line), onde tudo acontece em sua volta, os balonistas se instalam para os preparativos, os comerciantes montam suas barracas, empresas patrocinadoras montam seus escritórios, os organizadores com o quartel general para organizar e comandar o evento e o público para ver de perto o grande espetáculo.

Marinheiro de primeira viagem neste evento, saindo do estacionamento, fui direto para o local onde havia grande movimentação. Depois de conversar com uns japas, fiquei sabendo que o melhor ponto para fotografar era do outro lado do rio, não tive dúvidas, mão na mochila e tripé, andei mais ou menos 1.000m até o local.

O sol começou a subir e os baloneiros começaram a inflar suas aeronaves. Um por um, os balões começam a subir até encher o céu, são mais de 100 balões flutuando com o céu azul de fundo, lindo? Não maravilhoso, algo que eu jamais havia presenciado.

O evento neste ano estava previsto para ocorrer nos dia 1 a 5 de novembro, eu tive sorte e peguei o São Pedro de bom humor, no primeiro dia do evento fiz a foto que eu queria e segui o caminho da roça.

Este festival é realizado desde 1978, graças a diversos patrocínios, onde a Honda tem a maior participação. Trata-se de uma competição internacional contando com balonistas de diversos países, aglomerando mais de 100 balões, tornando-se o maior festival de balões da Ásia.

Ver aqueles balões brotando nas margens do rio Kase é emocionante, por vezes fazendo-nos esquecer de apertar o obturador da câmera. a viagem.

 

 Link externo;

- Saga International Balloon Fiesta

 

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Byodoin(平等院).

Byodoin(平等院).

Vocês já viram nas costas de uma cédula de 10.000 ienes, o desenho daquele pássaro mitológico Hoo(鳳凰) que se parece ao nosso Fénix, pois bem, tem dois deles que adornam o telhado do salão principal do templo Byodoin na cidade de Quioto.

Depois de mais de 10 anos, neste outono voltei a visitá-lo para fazer umas fotos. São Pedro parecia estar de bom humor e Quioto fica a menos de 200km da minha casa, um passeio de um dia.

Fazer fotos em Quioto está difícil, proibição de tripé em quase todos os lugares. Neste dia estava programada a iluminação do templo, durante o dia sem problemas, mas a noite o bicho pega.

A pouco tempo troquei minhas câmeras fotográficas, passei de Nikon para Sony, o motivo foi simplesmente o peso, nada a ver com a qualidade da imagem. Nesta ocasião preferi selecionar o modelo 7SII por conta uma elasticidade enorme na sensibilidade ISO, o que me possibilita fotografar na mão, mesmo em condições precárias de luz.

Cheguei no local as 14;00h e fiz fotos até o entardecer, as 17:30h é o final do expediente diurno, você é obrigado a sair da área do templo. Quando sai, na entrada já havia uma boa fila para o período noturno, conclusão pagamos entrada duas vezes, mas vale a pena, podem crer.

Aquele belo templo com um lago panorâmico na frente é lindo demais, mas para fotografar existem três ou quatro pontos que são muito disputados. Eu fui num dia de semana, imagine uma ida de sábado ou domingo, deve ser um inferno no meio daquela muvuca disputando espaços para fazer a sua foto.

Numa visita a Byodoin conhecer o museu é imperdível, todo tesouro da templo encontra-se exposto e o vídeo de apresentação é simplesmente impressionante, me deu vontade de de aderir ao budismo.

O salão principal foi construído pelo clã Fujiwara em 1053 e abriga o Amida Nyorai que pode ser visitado com guia turístico em japonês,

Em dezembro de 1994 foi listado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, como parte dos “Monumentos Históricos da Antiga Quito”.

Na costas da moeda de 10 ienes temos a fachada de Byodoin cunhada.

Confira na sua nota de 10.000 ienes o desenho do Fénix, e a fachado de Byodoin na sua moeda de 10 ienes.

Muito obrigado e até a próxima viagem.

Links úteis;

- Byodoin.

- Amida Nyorai(阿弥陀如来).

- UNESCO.

- Clã Fujiwara.

 

 

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Os Guardiões.

Os Guardiões.

 

Alguém, já visitou um templo budista? Na entrada destes templos normalmente tem um portão bonito(Niomon) e nele estão plantadas duas estátuas com uma aparência de poucos amigos, caras bravos e nervosos.

São os guardiões do templo, conhecidos no Japão como Nio, ou popularmente por Agyo e Ungyo ou ainda como Kongo Rikishizoo.

Uma das estátuas a do seu lado direito está com a boca aberta como se estivesse falando “AHH” e o seu parceiro do lado esquerdo com a boca fechada como se estivesse falando “HUMM”.

A cara de bravo e violento é dito que tem como finalidade proteger o templo dos maus espíritos.

A boca aberta e fechada tem diversos significados, vida e morte, ou o começo e  o fim. É dito ainda que o de boca aberta é para espantar os maus espírito ou demônios e o de boca fechada para reter os bons espíritos. 

O par Kongo Rikishizoo mais conhecido no Japão é o que se encontra no Grande Portão Sul(Nandaimon) do Grande Templo do Leste(Toodaiji), na cidade de Nara. O grande utilizado para o portão e também para o templo não é exagero não, é grande mesmo, só vendo para crer.

O Kongo Rikishizoo do lado direito conhecido por “Agyo”  tem uma altura de 836,3cm e o do lado esquerdo “Ungyo” com 842,3cm de altura, e o mais antigo que data do ano 711 AD é o que se encontra no templo Horyuji, também na cidade de Nara.

Vamos conferir as caras de mau destes guardiões? Vai lá na GALERIA 11.

Links úteis;

- Niomon.

- Kongo Rikishizoo.

- Toodaiji.

- Houryuji.

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Termas de Dogo (道後温泉).

Termas de Dogo - (道後温泉).

 

Olá pessoal olha eu aqui de novo, apesar da minha cara de japa, eu não sou muito ligado em banho público, os onsens daqui e muito menos os que eles chamam de sento, banho público do dia a dia.

Bem, mas como eu viajo muito e nem sempre posso ficar na dependência de um  delicioso chuveiro, tenho que partir para um onsen(de vez em quando é bom).

Fui conhecer uma das mais antigas termas aqui do Japão as águas termais de Dogo, opa! Espera um pouco, conhecer não, fui fotografar, porque entrar no onsen mesmo eu não entrei, mas como tenho muito interesse na história do país, quis registrar o prédio principal (Honkan) com a minha câmera fotográfica.

Tida como a mais antiga fonte termal do Japão com mais de 1,000 anos de história, as águas termais de Dogo localiza-se na cidade de Matsuyama na província de Ehime e é um dos pontos turísticos mais visitados na região.

O edifício principal (Honkan) é um banho público, construído em 1894. Possui uma estrutura de madeira com três andares, e uma aparência de um castelo aqui do Japão.

Links externos;

- Águas termais de Dogo (道後温泉).

- Sento (銭湯).

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Eigenji (永源寺).

Eigenji (永源寺)

 

O templo mais colorido que eu conheço, as folhas de outono são deslumbrantes, uma beleza que ofusca os olhos.

Fundado em 1361, transformado a cinzas durante uma série de guerras no final do século XV e início do século XVI, o templo Eigenji(pronuncia se Eiguenji) localiza se nas montanhas da província de Shiga, a leste do lago Biwa(maior lago do Japão), foi reconstruído em 1643 pelo mestre Zen Isshi Bush.

Toda região adjacente ao templo é rica com plantas que mudam suas cores no outono, entretanto, na área dentro do templo, durante o ano todo é feita uma manutenção cuidadosa para receber os visitantes na época da coloração das folhas.

Bem, toda moeda tem duas faces, a outra face de Engenji é a proibição do uso de tripé na parte interna, como acontece com a maior parte dos templos, principalmente em Quioto.

Graças a grande evolução da tecnologia na área fotográfica, equipamentos mais modernos permitem fotografar na mão, fazendo uso de uma sensibilidade ISO mais alta. 

Links;

- Eigenji.

- Lago Biwa.

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Akame (48 waterfalls).

 

Akame.

 

Fotograficamente falando acho que corredeiras de água dá samba, vocês não acham? Principalmente aqui no Japão que a água é límpida, com uma transparência sensacional.

A algum tempo atrás eu descrevi uma viagem que fiz às corredeiras de Oirase na província de Aomori, onde tinha um cara pintando, vocês lembram? Se não, faz uma visita no link abaixo.

Desta vez vou falar sobre as idas nas corredeiras de Akame localizado na cidade Nabari na província de Mie. 

No quintal da minha casa se comparada com Oirase, uns 50 quilômetros, ou seja a 1 hora ou pouco mais. Como é perto, tenho ido por diversas ocasiões, na maioria das vezes no outono que é mais legal. 

A mãe natureza é impressionante, nos concede elementos super bacanas para uma boa composição, como as folhas coloridas caídas nas pedras ou flutuando sobre as águas apressadas do pequeno riacho. 

O resto é só  uma questão de fazer um bom desenho, digo enquadramento e aguardar a luz certa para o clique.

Outro lado positivo das corredeiras é que você precisa andar muito, mas muito mesmo. Com uma mochila de alguns quilos e um tripé, não precisamos  perder tempo com academia para malhar, chegando em casa, você dorme feito um anjinho.

O nome correto do local é “Akame 48 waterfalls” em inglês. Eu acho que os japas são meio exagerados porque para contar 48 cachoeiras numa extensão de 4km é forçar muito, podemos contar umas 5 cachoeiras razoáveis, o resto são pequenas quedas d’água, mas, muito pequenas mesmo.

Bem, mas os acidentes geológicos no trecho da corredeira são realmente um prato cheio para nós fotógrafos, hora formam quedas de água, hora  formam corredeiras rápidas e por vezes encontramos pequenos lagos com a água girando nas suas margens.

Links úteis;

- Oirase.

- Akame.

 

Clicar na foto para visualização ampliada

Leer más

Shodoshima.

Shodoshima.

 

Você conhece a Grécia? Não?

Então vou te apresentar  um pequena parte dela aqui no Japão, cola aí!

Este paraíso fica em Shodoshima, ou ilha Shodo, localizado na província de Kagawa, no mar interno de Seto.

Sempre quis conhecer esta famosa ilha pelo cultivo de azeitonas e aquele clima do Mediterrâneo, com o mar azul e construções que se parecem com a Grécia.

A oportunidade veio quando recebi uma consulta para um ensaio de casamento na região, não tive dúvidas, o local foi definido de estalo, Shodoshima.

Aqui no Japão usa-se uma palavra bem sugestiva “Lokehan”, uma abreviatura do inglês “Location Hunting” , assim fui à ilha dois dias antes da data marcada para o ensaio, para fazer o meu  “Lokehan”.

Locais como Angel Road, uma ligação de uma pequena ilha que permite acesso a pé durante a maré baixa, o Parque das Oliveiras com uma bela infra estrutura turística, uma oliveira com mais de 1.000 anos importado da Espanha, o Kankakee, muito amado pelos admiradores das folhas coloridas de outono. 

Para completar a minha maré de sorte, fiquei num apartamento no oitavo andar com uma vista maravilhosa para o mar, onde pude captar cenários do amanhecer.

Enfim, as paisagens que encontrei superaram e muito minhas expectativas, conciliei meu trabalho com o que mais adoro fazer nesta vida, fotos de paisagens.

Ah! Estava esquecendo, para quem gosta de azeite de oliva, o produto da ilha é espetacular, meio salgado(o preço) mas vale a pena, tanto que eu me viciei e peço via net para meu consumo.

 

Links úteis;

Shodoshima.

Angel Road.

Parque das oliveiras.

Kankakey.

Oliveira de 1.000 anos.

Azeite de oliva.

Clicar na foto para visualização ampliada.

Leer más

Satta Pass.

Satta Pass.

 

Eternizando uma imagem.

Eu? não, o “monstro”, Utagawa Hiroshige, também conhecido por Ando Hiroshige, famoso artista de Ukiyoe do Período Edo.

Pois é, este cidadão ficou famoso no mundo todo com sua obra Gojusantsugi

Nesta época foi criada a rota Tokaido para ligar Edo(atual Toquio) e a antiga capital Quioto. Nesta rota foram construídas 55 estações para o descanso dos viajantes, chamadas de tsugi.

Pois bem, Utagawa Hirotsuge teve as manhas de desenhar em estilo “Ukiyoe”, 53 das 55 paradas, criando uma espécie de “Guide Book” da época.

A décima sexta parada conhecida por Yui Tsugi localiza-se na cidade de Shimizu, província de Shizuoka. 

Aqui encontra-se o  “X” da questão, próximo a Yui Tsugi, temos um pequeno mirante no cume de uma pequena montanha, conhecida por Satta Pass, local onde o “monstro” se postou para fazer o desenho da décima sexta estação.

A vista do monte Fuji com a baia de Suruga a direita tem um balanço perfeito, uma vista imperdível. Hoje vemos ainda na parte inferior do nosso quadro, a linha ferroviária Tokaido, a rota 1, e a via expressa Tomei, a noite podemos criar 6 linhas de luzes.

Como não tenho a visão e nem a capacidade do “monstro”, vamos tentar imitá-lo pelo menos no que se refere ao ponto para fotografar.

Links externos;

- Sata Pass.

- Utagawa Hiroshige.

- Ukiyoe.

- Período Edo.

- Gojusantsugi

- Rota Tokaido.

- Baia de Suruga.

- Ferrovia Tokaido.

Clique na foto para visualização ampliada.

Leer más

Fale conosco

Atención: Los campos marcados con * son obligatorios.

Akanko Ainu Kotan 阿寒湖アイヌコタン.

Você conhece o povo Ainu? São os índios do Japão, antigamente viveram em diversas partes como Hokkaido, nordeste do ilha de Honshu e nas ilhas Sakhalin na Russia.

Estima-se que atualmente existam em torno de 25.000 pessoas Ainu, os quais concentram-se em Hokkaido.

Como em qualquer parte do mundo, aqui no Japão, o povo Ainu foi sacrificado em nome da civilização, sendo dominados e subjugados pelos japoneses. Hoje vivem praticamente do artesanato, concentrando-se em pequenos vilarejos conhecidos por Kotan.

Eu estive no Akanko Ainu Kotan que é a maior vilarejo do povo Ainu, localizado nas margens do lago Akan. Se vocês forem a Hokkaido, vão notar que muitos nomes de lugares provem da linguagem Ainu, como; lago Mashu, lago Akan, Tomamu entre outros.

 

 

Portal com uma escultura de coruja, o povo Ainu adora animais.

Leer más

Wakakusa yamayaki - 若草山の山焼き

Anualmente no mês de janeiro acontece o festival de inverno Wakakusa Yamayaki, que consiste na queima da montanha Wakakusa e um show de hanabi(fogos de artifício), na cidade de Nara, na província homônima.

A origem deste belíssimo evento é um pouco nebuloso com diversas teorias, mas acredita-se que tenha iniciado por volta de 1760, e é praticado pelos templos Toodaiji e Koofukuji e pelo santuário Kasuga, todos em volta da montanha Wakakusa, na cidade de Nara.

Eu estive neste evento em três ocasiões, fotografando de locais distintos, vamos ver os resultados?

 

Leer más

Quioto - Arashiyama (京都 - 嵐山) .

Passear em Quioto sempre é um programa legal e gratificante, principalmente para nós fotógrafos, a cidade mais turística do mundo oferece cenários bacanas em qualquer época do ano.

O lado negativo é a avalanche de turistas que acabam nos atrapalhando, apesar de que isto é recíproco, vocês não acham?

 

Leer más

Drift Ice - 流 氷.

Drift Ice - 氷.

Drift ice são gelos marinhos que ficam a deriva no mar de Okhotsk . Estes gelos de tamanhos diversos nascem na desembocadura do rio Amuro na Russia e são carregados pelas correntes marinhas até a costa de Hokkaido.

Os gelos marinhos começam a chegar em Hokkaido em meados de janeiro até março e a maior concentração é nas proximidades da cidade de Abashiri.

Existem diversas formas de se ver estas concentrações de gelo marinho e dependendo do ano, pode atingir toda costa de Hokkaido no mar Okhotsk.

Entretanto, a forma mais fácil e certo é através do barco Aurora Sightseeing Boat que sai do porto de Abashiri.

Esta foi a opção que eu escolhi para conhecer este belo espetáculo branco, tive sorte em encontrar um dia bonito com o céu azul, confira o meu passeio.

 

 

Placa indicativa do extremo norte da ilha de Hokkaido, no litoral do mar Okhotsk.

Leer más

Mal de Minamata (水俣病)

O Mal de Minamata foi transmitido ao mundo pelo fotógrafo americano W. Eugene Smith(1918 - 1978).

Em comemoração ao centenário do seu nascimento, acontece em Tóquio entre os dias 25 de novembro de 2017 até o dia 18 de janeiro de 2018, uma exposição dos seus trabalhos no Tokyo Photographic Art Museum.

O mal de Minamata consiste no envenenamento de centenas de pessoas na cidade de Minamata, uma pequena cidade portuária no sul de Kumamoto, um desastre ecológico que abalou não só o Japão, como todo o mundo.

Leer más